Aos 32 anos, líder absoluto do streaming no mundo, o rapper canadense Drake faz nesta sexta-feira no Rock in Rio sua estreia na América do Sul. Foi a primeira noite a ter ingressos esgotados na pré-venda do festival. Aos 61, o inglês Bruce Dickinson, a voz consagrada do Iron Maiden, pisa pela quarta vez no evento na próxima sexta (4). Foi a primeira noite a ter ingressos esgotados na venda para o público em geral.

Entre nomes novos e veteranos, shows e brinquedos, pais e filhos, a Cidade do Rock reabre as portas, às 14h, para sete dias de programação. Desta sexta a domingo — e novamente na próxima semana, de quinta (3) a domingo (6) —, 670 artistas e 700 mil visitantes (60% de fora do Rio) são aguardados em palcos, ruas cenográficas, arenas, estandes. É a oitava edição brasileira. E ainda há entradas disponíveis no ingresso.com para três dias: domingo agora (Bon Jovi), quinta-feira (Red Hot Chili Peppers) e sábado da outra semana (P!nk, outra estreante no Brasil).

— Existem apenas 20, 30 bandas no mundo capazes de ser headliners ( atrações principais ) de uma noite do Rock in Rio — diz Roberto Medina, presidente do festival, quando o assunto é figurinha repetida (Bon Jovi e Red Hot, por exemplo, estiveram aqui na última edição, em 2017). — Mas o Rock in Rio não é só música, é a experiência. As pessoas entenderam isso. 

Nessa categoria, uma das novidades mais promissoras estará na Nave , que ocupa o Velódromo, logo na entrada da Cidade do Rock. Trata-se de uma megainstalação com 5 mil metros quadrados de projeções mapeadas e 168 caixas de som, simulando fenômenos da natureza. São 14 sessões por dia, a partir de 14h15, por ordem de chegada.

Sucesso em anos anteriores, porém, a tirolesa, a montanha-russa, a roda gigante e o megadrop estão de volta. Quem é repetente sabe, mas para os novatos fica o alerta: é preciso agendar no local, então… quem demora corre risco de não brincar.

Sim, vai ter de novo Ivete, Capital Inicial, Sepultura e muitos outros reincidentes. E vai ter a cantora americana H.E.R. e a banda indie, também americana, Weezer, que nunca passaram pelo Rio.

Ainda nas novidades, o Espaço Favela traz talentos (musicais e gastronômicos) de comunidades cariocas, o Supernova apresenta promessas que chamaram a atenção na internet, e o palco eletrônico (agora New Dance Order) ganhou 12 horas de programação, com capacidade triplicada.

A fórmula antigo-novo provou que funciona. Desde que Ney Matogrosso pisou no palco naquele 11 de janeiro de 1985 abrindo o primeiro Rock in Rio, o festival ganhou o mundo. Já foram 19 edições aqui, em Lisboa, Madri e Las Vegas. E a próxima carioca já está confirmada para 2021.

Pelos próximos dez dias, O GLOBO apresenta tudo o que acontece no maior festival de música do mundo. De entrevistas com atrações como a lenda Bootsy Collins a dicas de sobrevivência na Cidade do Rock, no ano mais hi-tech de sua história.  Dia e noite.

Fonte: O Globo

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo