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Em sessão da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, nesta quarta-feira (19), o ministro Sergio Moro (Justiça) negou ter participado de conluio com Ministério Público Federal na Operação Lava Jato.

Moro foi à Casa prestar esclarecimentos sobre o vazamento de mensagens que indicam troca de colaborações do ex-juiz com o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa.

Aos senadores o ministro afirmou ser alvo de um ataque hacker que mira as instituições e que tem como objetivo anular condenações por corrupção.

Até aqui, ele tem insistido no discurso de tachar a invasão de celulares como um movimento contra a Lava Jato e em desqualificar o site The Intercept Brasil, que divulgou os diálogos. “O que posso assegurar é que, na condução dos trabalhos de juiz no âmbito da Operação Lava Jato, sempre agi conforme a lei”, disse.

O ministro também informou que entregou seu celular para análise da Polícia Federal, negou que tenha atuado politicamente na Lava Jato e afirmou ser comum que o juiz converse com as partes do processo.

“É normal no Brasil esses contatos entre juiz, advogado e Ministério Público ou policiais. O que tem que ser avaliado é o conteúdo destes contatos”, afirmou ao responder o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

Disse ainda que não guarda o arquivo das conversas e que não lembra do que escreveu há três anos, o que o impediria de atestar a sua veracidade. O senador Otto Alencar (PSD-BA) fez uma provocação: “Não exijam muito da memória do ministro. Ele tem péssima memória.”

Moro também afirmou que deixou de usar o Telegram, de onde as mensagens foram extraídas, em 2017, quando houve notícias de ataques hackers nas eleições dos Estados Unidos e ele começou a desconfiar da segurança do aplicativo, que tem origem russa.

Segundo o Intercept, as conversas, enviadas à reportagem por fonte anônima, aconteceram entre 2015 e 2018.

Fonte: Folha Press

Foto: Gabriel Matos/ Agência Senado

O Senado rejeitou nesta terça-feira (18), por 47 votos a 28, um decreto assinado em maio pelo presidente Jair Bolsonaro, que busca flexibilizar a posse e o porte de armas no Brasil. Os três senadores da Paraíba – Veneziano Vital do Rêgo, Daniella Ribeiro e José Maranhão – votaram pela derrubada do decreto do presidente. O Plenário aprovou o projeto de decreto legislativo (PDL 233/2019), de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que torna sem efeito o regulamento. O Decreto 9.785, de 2019, autoriza a concessão de porte a 20 categorias profissionais e aumenta de 50 para 5 mil o número de munições disponíveis anualmente a cada proprietário de arma de fogo. O PDL segue agora para votação na Câmara dos Deputados.

O texto chegou ao Plenário em regime de urgência, depois de passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na última quarta-feira (12). O colegiado rejeitou o parecer original do senador Marcos do Val (Cidadania-ES), que era contrário ao PDL 233/2019 e favorável ao decreto de Jair Bolsonaro. Com a rejeição, a CCJ adotou como parecer um voto em separado do senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB). Para o parlamentar, o presidente da República “extrapolou o poder regulamentar”.

Outros seis projetos de decreto legislativo estavam apensados a PDL 233/2019 e foram arquivados, todos contrários ao decreto que regulamentava o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826, de 2003). As proposições foram apresentadas pelos senadores Eliziane Gama (Cidadania-MA), Fabiano Contarato (Rede-ES), Humberto Costa (PT-PE), Jaques Wagner (PT-BA), Jean Paul Prates (PT-RN), Paulo Paim (PT-RS), Paulo Rocha (PT-PA), Rogério Carvalho (PT-SE) e Zenaide Maia (Pros-RN).

Debate

Mais de 20 senadores revezaram-se na tribuna do Plenário do Senado, metade defendendo a validade do decreto de Bolsonaro e outro tanto defendendo a derrubada do decreto das armas. A maioria dos senadores favoráveis à sustação do decreto argumentou que tais mudanças devem ser enviadas pelo Executivo ao Congresso por meio de projeto de lei, para que as alterações sejam debatidas democraticamente.

Já os senadores favoráveis à manutenção do decreto do Executivo defenderam que o presidente não extrapolou nenhuma de suas atribuições nem invadiu competências do Poder Legislativo, já que o próprio Estatuto do Desarmamento previu que vários de seus dispositivos necessitariam de regulamentação posterior.

Marcos do Val argumentou que o decreto de Bolsonaro é constitucional. Ele disse que o documento não muda os rigorosos pré-requisitos já existentes para quem quer ter uma arma, como ter mais de 25 anos, ter emprego e residência fixa, passar por aulas de tiro e exame psicológico, não ter antecedentes criminais e comprovar a efetiva necessidade da arma. Para o senador, é uma “falácia” o argumento de que o decreto “liberou geral” a posse e porte de armas.

— O Estatuto do Desarmamento foi um fracasso. O cidadão de bem tem o direito de se proteger. Armas ilegais sempre estarão nas mãos dos criminosos, nenhuma lei consegue desarmar os criminosos. Chega de ver só criminosos matando cidadão honesto. O cidadão tem o direito de proteger a própria família. Arma para nós representa a vida, não a morte. Arma é proteção da vida — disse Marcos do Val.

Vários senadores favoráveis à derrubada do decreto presidencial relataram que sofreram ameaças e agressões nas últimas semanas— principalmente por meio de redes sociais ou aplicativos de mensagens — por serem contra o decreto. Os relatos fizeram o presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre, se solidarizar com os demais 80 senadores e dizer que o Senado mostrou sua grandeza ao votar o PDL sem ser pressionado por essas ameaças. Uma das que relatou ameaças recebidas foi a senadora Eliziane Gama.

— Não podemos liberar o porte de armas do jeito que o governo quer — disse.

Para Eliziane, a população precisa de emprego, não de armas. Ela disse ainda que o Estado não pode se omitir de sua reponsabilidade de garantir a segurança da população brasileira.

O senador Otto Alencar (PSD-BA) votou pela derrubada do decreto, o qual considera inconstitucional, e disse que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) defende a sustação da medida.

Também favorável à anulação do decreto, a senadora Kátia Abreu (PDT-TO) disse que 61% da população brasileira é contra a flexibilização do porte de armas. Segundo ela, mais de 120 mil vidas foram poupadas no país desde a sanção do Estatuto do Desarmamento, há 16 anos.

— É um escárnio com a população brasileira. Esse decreto não vai proteger nenhum de nós. Arme os policiais, treine os policiais, presidente — afirmou a senadora.

Já o senador Telmário Mota (Pros-AP) afirmou que o Estado não é onipresente e que o cidadão tem o direito à legítima defesa. Para ele, enquanto as famílias estão desarmadas, “os bandidos estão bem armados”, pois compram armamentos ilegalmente.

— As pessoas precisam de meios próprios para defender sua família e sua propriedade. A arma gera segurança, gera proteção da vida. O Brasil precisa se proteger — opinou Telmário.

O senador Jaques Wagner (PT-RJ) defendeu a anulação do decreto presidencial pelo Congresso. Para ele, não é verdade que armar a população comum vai diminuir a violência ou aumentar a segurança.

— Vende-se uma ilusão à população. Estimula-se e faz-se a pregação do ódio, não é disso que o Brasil precisa. As armas vão cair nas mãos de bandidos e milicianos, que vão matar pobre e gente do bem — avaliou Jaques Wagner.

Por sua vez, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-SP) afirmou que inconstitucional era o PDL, não o decreto do presidente da República. Segundo ele, o Estatuto do Desarmamento delega a regulamentação de diversos pontos. Para o senador, o decreto dá mais segurança jurídica para que produtores rurais defendam suas propriedades.

Em seguida, o senador Rogério Carvalho afirmou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que a restrição a armas de fogo diminui a mortalidade, a violência doméstica e os homicídios por motivos banais.

Para o líder do governo no Congresso, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), o decreto do presidente é constitucional, tem critérios objetivos, dá maior segurança jurídica ao país e “garante a possibilidade da legítima defesa”.

A senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) argumentou que o governo federal deveria melhorar as condições de trabalho das polícias do país. Para ela, cuidar da segurança pública é dever do Estado, não do cidadão comum.

Randolfe Rodrigues defendeu que o decreto é inconstitucional e que essa inconstitucionalidade foi apontada inclusive pela Consultoria do Senado.

— É a institucionalização do bangue-bangue no país. Vai ser um “liberou geral”. Não tem precedente na ordem jurídica mundial — afirmou.

Já o líder do governo no Senado, senador Major Olimpio (PSL-SP), afirmou que a primeira medida de ditadores ao longo da história é sempre desarmar a população. Ele disse que há dez milhões de armas ilegais no país e cinco milhões legais.

Mais opiniões

Embora favorável à flexibilização da posse e do porte de armas no Brasil, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) votou favoravelmente à derrubada do decreto, por entendê-lo inconstitucional.

— As Consultorias da Câmara e do Senado apontaram inconstitucionalidades na matéria — acrescentou.

O senador Lasier Martins (Podemos-RS) afirmou que os pré-requisitos para se ter posse de arma continuam os mesmos e que o decreto apenas regulamenta partes do Estatuto do Desarmamento, dando mais objetividade às regras. A regulamentação é extremamente rigorosa para o porte de armas, disse.

Os senadores Eduardo Braga (MDB-AM), Rose de Freitas (Podemos-ES), Humberto Costa, Fabiano Contarato, Esperidião Amin (PP-SC), Eduardo Girão (Podemos-CE) e Veneziano Vital do Rêgo também defenderam a aprovação do PDL que susta o decreto de Bolsonaro.

Os senadores Luiz do Carmo (MDB-GO), Marcos Rogério (DEM-RO), Roberto Rocha (PSDB-MA), Márcio Bittar (MDB-AC) e Luis Carlos Heinze (PP-RS) argumentaram pela manutenção do decreto presidencial.

Fonte: Agência Senado

O deputado estadual licenciado João Gonçalves, atual secretário de articulação política do Governo do Estado, afirmou nesta quinta-feira (13), em entrevista à Rádio Tabajara, que o projeto de lei  (PL 414-2109), que isenta a cobrança para estacionar em shoppings, supermercados e centros de comércio na Paraíba, deve ser vetado pelo governador João Azevedo (PSB). Segundo o secretário, o projeto é inconstitucional.

“O governador não discute o mérito, discute a legalidade. Quando se há um veto, é pela legalidade… há  interferência do legislativo. Você não pode interferir no meu negócio, o negócio é meu, é a lei do livre mercado”, declarou.

Gonçalves lembrou que por diversas legislaturas o mesmo tipo de projeto já foi posto à mesa, mas foi parrado pela justiça. Ele salientou que o projeto atual é diferente, pois não há liberação irrestrita, mas lembrou as decisões judiciais passadas.

“Não é a liberação para ninguém pagar, você tem que comprar 10 vezes o valor para ter a isenção. Se eu for no cinema, tem que pagar, se for só olhar, vou ter que pagar. Estou naquela casa há 5 mandatos, todas as legislaturas tem projeto desse, só que antigamente era zerar, ninguém pagar. Quando recorre aos órgãos de justiça, derruba, lá não é publico, é privado, não reconhece a legalidade do projeto, da lei”, salientou.

Fonte: Portal WScom

O porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, fala à imprensa.

O porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, disse, nesta segunda-feira (10), que uma possível demissão de Sergio Moro do Ministério da Justiça jamais foi discutida no governo.
“Jamais foi tocado nesse assunto”, afirmou ao ser questionado sobre a possibilidade de Moro deixar o cargo.

De acordo com o porta-voz, o ministro deve se reunir com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) nesta terça (11), quando apresentará explicações sobre troca de mensagens com procurador Deltan Dallagnol, do Ministério Público Federal (MPF).

Conversas atribuídas a eles foram divulgadas neste domingo (9) pelo site Intercept Brasil. Na reportagem, Moro e o procurador trocam colaborações quando o ministro ainda atuava como juiz na Operação Lava Jato.
O porta-voz disse ainda que Bolsonaro não vai se pronunciar sobre o conteúdo das mensagens e que aguarda uma conversas pessoalmente com seu auxiliar.

“O presidente não se pronunciará e aguardará o retorno do ministro Moro para conversa pessoalmente, provavelmente amanhã”, afirmou Rêgo Barros.
O porta-voz disse que Bolsonaro conversou por telefone com Moro, que está em viagem a trabalho em Manaus e o convidou para uma conversa nesta terça.
“Ele fez contato com ministro Sergio Moro e, a partir de amanhã, se colocará à disposição”, disse.

Rêgo Barros afirmou “desconhecer” se Bolsonaro leu as matérias que relatam as conversas entre Moro e Deltan.

O porta-voz foi questionado ainda sobre se o governo tem alguma estratégia para evitar que o vazamento das mensagens impacte o calendário de votações no Congresso.

“O presidente não teve a oportunidade de compartilhar dos fatos com o ministro Sergio Moro, então o governo não tem nenhum planejamento de momento sobre isso”, disse.

Fonte: Paraibaonline

Em João Pessoa para o seminário itinerante do programa Investe Turismo, o ministro Marcelo Álvaro Antônio evitou comentar a reportagem do site “The Intercept Brasil”, que publicou nesse domingo (9) mensagens vazadas que mostram que o ex-juiz federal e atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, combinava com o procurador da República Deltan Dallagnol, as atuações da Operação Lava Jato.

“Não tive acesso. Não conseguir ver ainda qual foi o teor [da conversa]. Não vou preferir opinar sobre Sérgio Moro”, limitou-se quando questionado sobre o assunto em entrevista à rádio Jovem Pan.

Segundo a reportagem do site “The Intercept Brasil”, Moro sugeriu, ao longo de dois anos, que o procurador trocasse a ordem de fases da Lava Jato, para não ficar “muito tempo sem operação”, deu conselhos e pistas informais de investigação e antecipou uma decisão que ele ainda não havia tornado pública. As mensagens também mostram que Moro criticou e sugeriu recursos ao Ministério Público.

A Constituição de 1988 determina que não haja vínculos entre o juiz e as partes em um processo judicial. Para que haja isenção, o juiz e a parte acusadora –neste caso, o Ministério Público– não devem trocar informações nem atuar fora de audiências.

Fonte: Mais PB

O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse nesta sexta-feira, 7, que o governo quer uma moeda única para toda a América do Sul. A proposta foi apresentada ontem pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Segundo Bolsonaro, a ideia é começar pelo Brasil e Argentina, que são os maiores países sul-americanos, e depois expandi-la para outras nações, se elas desejarem.

“Uma família começa com duas pessoas. A ideia foi lançada na Argentina. O que ouvi o Paulo Guedes dizer é que ele gostaria que outros países se preocupassem com isso e quem sabe fazer uma moeda única aqui na América do Sul”.

Segundo o presidente, a nova moeda pode representar perdas e ganhos, mas, de um modo geral, o país tem muito mais a ganhar do que perder. Ele disse que a moeda única pode travar aventuras socialistas na América do Sul.

Bolsonaro disse esperar que o Mercosul consiga fechar ainda este ano um acordo comercial com a União Europeia. E demonstrou preocupação com uma possível eleição de Cristina Kirchner no próximo pleito presidencial argentino.

“Obviamente existe uma preocupação de todos que são amantes da democracia e da liberdade dos destinos que porventura a Argentina possa tomar”, disse durante cerimônia de formatura de sargentos da Marinha, no Rio de Janeiro.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil

Apesar de ser formada por partidos distintos e de linhas ideológicas diferentes, os parlamentares que compõem a bancada federal da Paraíba têm se mostrado em sintonia com a Proposta de Emenda Constitucional 56/2019 que unifica as eleições no país e prorroga os atuais mandatos de quatro para seis anos. Posição essa que na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) tem encontrado resistências, além dos deputados estaduais Anísio Maia (PT) e Jeová Campos (PSB), contrários a essa PEC, essa semana se somou contra os deputados Bosco Carneiro (PPS) e Lindolfo Pires (Podemos).

“Acho que a proposta fere o Estado Democrático de Direito na medida em que, se o eleitor foi às urnas para eleger um candidato para um mandato de quatro anos, isso não pode ser modificado à sua revelia. Eu acho que os deputados e senadores não vão se submeter a um desgaste desses”, afirma Bosco Carneiro, apesar de reconhecer que eleições de dois em dois anos realmente acarretam muito mais gastos e a unificação realmente é uma ideia que conta com a simpatia popular, mas entende que em face de a proposta está conjugada com as da prorrogação de mandatos vai acabar não conseguindo a maioria que precisa no Congresso Nacional.

Seguindo essa mesma linha de pensamento Lindolfo Pires diz que prorrogação de mandatos representaria um presente para muitos prefeitos e vereadores que na verdade não mereceriam nem mais um dia nos cargos. “Creio que a matéria caminha para ser reprovada, muito embora se saiba que seja muito forte a pressão de prefeitos e vereadores junto aos senadores e deputados federais”, opinou.

A PEC também enfrenta resistências como a de Anísio Maia (PT) que disse que a proposta não passa de jeito nenhum porque não tem qualquer respaldo popular. “Se o povo elegeu vereador e prefeito para mandatos de quatro anos, o Congresso não pode chegar e, de uma canetada só, inventar de mudar”, comentou.

Assim também pensa o deputado socialista Jeová Campos que também é contra a reeleição e diz que se pode unificar as eleições  sem prorrogar os mandatos: “Não faz sentido um vereador ou um deputado ter três, quatro e até mais mandatos. O Congresso precisa trocar essa PEC por outra que inclua o fim da reeleição para prefeito, governador e presidente e que permita apenas uma reeleição para vereador e deputado”, disse.

De acordo com o autor da PEC 56/2019, o deputado federal Rogério Peninha Mendonça (MDB-SC), a proposta já recebeu o parecer favorável do relator na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, Valtenir Pereira (MDB-MT), e aguarda apenas a votação para seguir ao plenário. “Temos grandes chances de aprovarmos essa proposta, basta união. Então, é importante que identifiquemos os deputados de cada estado que compõem a CCJ para pedirmos o apoio, pedir para que votem favorável ao relatório”, destacou durante pronunciamento encaminhado aos prefeitos e vereadores da Paraíba.

Fonte: PB Agora

As cidades de João Pessoa e Campina Grande registraram, neste domingo (26), atos em apoio ao presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). Ambas as manifestações começaram às 15h. Com pauta unificada, manifestantes foram as ruas após chamamento nas redes sociais. 

Na Capital

Em João Pessoa, a concentração foi realizada no Busto de Tamandaré, no bairro de Tambaú. Com cartazes e panfletos, manifestantes apoiaram as reformas de Paulo Guedes e o pacote anticrime de Sérgio Moro, bem como a permanência do Coaf com o ex-juiz federal.

Durante a abertura do evento, um dos locutores do ato fez uma “chamada” com os parlamentares que foram contra Moro, e os manifestantes responderam com vaias. 

A Polícia Militar e a organização do evento, até o momento, não divulgaram a estimativa de público.

Em Campina Grande

Com concentração na Praça da Bandeira, no Centro, manifestantes pediam uma investigação no poder judiciário, ao que eles chamam de “Lava-Toga” e da implementação da medida provisória 870. A Polícia Militar e a organização do evento também não divulgaram a estimativa de público.

Fonte: Portal WScom

Fotos: Oriel Farias, SEMOB e Instagram

Na manhã desta sexta-feira (24) aconteceu em Campina Grande, na sede da FIEP (Federação das Indústrias do Estado da Paraíba) uma reunião para discutirem a Proposta de Emenda a Constituição (PEC) 56/2019.
O presidente da FAMUP ( Federação das Associações de Municípios da Paraíba) George Coelho (PSB) – Prefeito de Sobrado – presidiu a reunião. O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba – Adriano Galdino (PSB), o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD); os senadores Veneziano Vital do Rêgo (PSB) José Maranhão (MDB) e Daniella Ribeiro (PP); os deputados federais Efraim Filho (DEM), Damião Feliciano (PDT), Pedro Cunha Lima (PSDB), Ruy Carneiro (PSDB), Wellington Roberto (PR), Gervásio Maia (PSB) Frei Anastácio (PT), Aguinaldo Ribeiro (PP), Edna Henrique (PSDB) e Julian Lemos (PSL); os deputados estaduais Camila Toscano (PSDB), Ricardo Barbosa (PSB) e Wilson Filho (PTB), os secretários de Estado, Ana Claudia Vital e João Gonçalves também participaram do evento.
“Não é só a questão de gastos, que o Prefeito vai ter que gastar ou a coligação vai ter que gastar em uma eleição, mas em si a união. Porque nós sabemos agora que os recursos são públicos, os fundos são públicos para poder fazer a campanha. Hoje eu fui perguntado em um programa de rádio por que a eleição custaria em média R$ 650 ou até R$ 700 milhões de reais. Isso é na Justiça Eleitoral, o Ministério Público Eleitoral, onde em muitas das vezes sabemos que a prefeitura banca a eleição, porque tem que colocar carro, tem que colocar gente para poder fazer a eleição. Isso chega a mais de 1 bilhão! Isso é dinheiro público, e a cada dois anos ter esse gasto, eu acho que é um absurdo. Portanto, muitas e muitas das vezes se chega no período eleitoral com a mesma conversa de que tem que unificar as eleições e morre na beira do mar, mas acho que dessa vez não vai morrer mais não, porque está nas mãos dos prefeitos paraibanos, está nas mãos dos prefeitos do Brasil, nas mãos dos vereadores, nas mãos dos vice prefeitos e de toda classe política que faz esse municipalismo brasileiro”, disse George.
O prefeito de Jacaraú Elias Costa (MDB) saiu em comitiva acompanhados dos vereadores Luiz Valério dos Santos (PSB), Maria das Graças Marques ( PRP), Antônio André Corcino (PSB), Peron Filho (PSB), Admilson Ribeiro Duarte (PTB) e José Valério da Silva (PSB).
A PEC trata da unificação do pleito eleitoral de todos os cargos, ou seja, Presidente, Governador, Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual, Prefeito e Vereador, desta forma, as eleições de 2020 seriam anuladas e apenas em 2022 a população brasileira iria as urnas.
O autor da emenda, o deputado Rogério Mendonça (MDB/SC) conhecido como Peninha, justifica a proposta de que o país economizaria cerca de R$ 1 Bilhão de reais aos cofres públicos.
Nossa equipe de reportagem conversou com o prefeito Elias, o ex-prefeito de Belém Roberto Flávio e o prefeito de Lagoa de Dentro Fabiano Pedro.


Leonardo Bezerra/ Blog do João Moura
Fotos: Blog do João Moura

O ministro da Economia, Paulo Guedes, garante que o presidente Jair Bolsonaroestá totalmente empenhado em aprovar a reforma da Previdência nos moldes em que o projeto foi enviado pelo governo ao Congresso. A proposta prevê mudanças que gerariam uma economia de até 1,2 trilhão de reais aos cofres públicos nos próximos dez anos. É, de acordo com a equipe econômica, a senha para o Brasil deixar a crise de lado e impulsionar o crescimento. O contrário disso seria o caos, que pode, segundo o ministro, ocorrer já em 2020.

Guedes, em entrevista exclusiva a VEJA, é muito claro: se houver uma mudança muito radical na proposta original da reforma, se aprovarem, como alguns defendem, uma espécie de remendo chamado jocosamente de “reforminha”, ele renunciará ao cargo. “Pego um avião e vou morar lá fora”, avisa. “Já tenho idade para me aposentar.” A seguir, os principais trechos da entrevista, em que o ministro também fala de política, de suas relações com o presidente Bolsonaro e do desempenho do governo, ao qual concede nota 7,5.

“Se não fizermos a reforma, o Brasil pega fogo. A velha Previdência quebrou. Não vamos ter nem dinheiro para pagar aos funcionários. Vai ser o caos no setor público, tanto no governo federal como nos estados e municípios”, afirma Guedes. “A Previdência é hoje um buraco negro, que engole tudo ao redor. O déficit tem crescido cerca de 40 bilhões de reais por ano. A reforma é urgente, porque os mercados não vão esperar muito mais. Eles fogem antes. A engolfada pode vir em um ano, um ano e meio.”

Sobre a possibilidade de uma versão desidratada da reforma, Guedes é incisivo: “Se os parlamentares aprovarem algo que represente uma economia menor que 800 bilhões de reais, não há a menor possibilidade de lançar uma nova Previdência. Estaríamos só remendando a velha.”

Fonte: Veja.com

Foto: Cristiano Mariz/VEJA